domingo, 22 de julho de 2012

Sopa instantânea é uma bomba de sódio e pobre em nutrientes


O pacotinho industrializado prejudica o funcionamento dos rins e do coração

POR MANUELA PAGAN 


A tentação é grande. Em vez de preparar uma sopa com verdura, legumes e temperinhos naturais é mais fácil apostar na sopa do pacotinho que fica pronta em poucos minutos. Mas quem faz essa opção deve saber dos danos que a alternativa pode trazer à saúde. "O maior perigo do consumo da sopa instantânea é a presença excessiva de sódio, que pode dificultar o funcionamento de órgãos como coração e rins, fundamentais para a adequada circulação do sangue", explica o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. Mas esse é só o primeiro item de uma lista de perigos. Veja abaixo quais são os outros prejuízos para a saúde e para a dieta:
Elas são lotadas de sódio
Incluir essa sopa na dieta vai fazer você estourar o limite de sódio recomendado por dia. Para manter a saúde cardiovascular em dia o consumo recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de cerca de 2 gramas diárias de sódio - isso se você não tem hipertensão, porque nesse caso a quantidade deve ser ainda menor. Um envelope individual dessas sopas (como aquelas versões de caneca) contém entre 500 e 800 mg de sódio. Ou seja, pelo menos 25% das suas necessidades diárias. "O resultado do consumo excessivo de sódio é que o coração e os rins terão que trabalhar muito mais para conseguir manter a pressão estável", explica o nutricionista Israel. A longo prazo, aumenta-se o risco de hipertensão, infarto e derrame. Descubra aqui por que o sódio é o vilão da hipertensão.
São pobres em nutrientes
O nutricionista Israel Adolfo conta que os nutrientes - desidratados ou liofilizados - presentes nas sopas correspondem a uma parcela tão pequena da composição desses industrializados que não fazem diferença em valor nutricional. "A maior parte do alimento é formada por amido ou fécula", conta o especialista. "Geralmente são adicionados alguns minerais e vitaminas, mas mesmo assim, em comparação com a sopa caseira ou mesmo com os ingredientes dela, o valor nutricional continua baixo."
Falso amigo da dieta
70, 80, 90, no máximo 100 calorias. A baixa quantidade de calorias dá a falsa ideia de que as sopas industrializadas têm tudo a ver com a sua dieta e serão suas aliadas na hora de eliminar os quilinhos. "O consumo desse alimento em excesso, por ser rico em sódio, além de desencadear a sede - que nem sempre é saciada com água, mas com refrigerantes, que contêm mais sódio - pode gerar dificuldade em eliminar os líquidos e inchaço", explica Roberto Navarro.
O perigo dos realçadores de sabor
O glutamato monossódico é um realçador de sabor presente nas sopas de saquinho. Além de aumentar a pressão arterial por conter grandes quantidades de sódio, a substância pode trazer outros problemas à saúde. "Estudos mostram que ele pode piorar disfunções de aprendizado, além de favorecer o Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson", conta o nutricionista Israel. Outras pesquisas afirmam que a substância pode gerar dependência, uma vez que se assemelha a neurotransmissores e estimula receptores específicos da língua humana.
Aditivos nada saudáveis
Apesar da regulamentação feita pela ANVISA, ainda é difícil encontrar algum fabricante que especifique as quantidades de conservantes, corantes e aromatizadores presentes em seu produto, tornando assim, impossível afirmar se ele é saudável ou não. "Apesar dos estudos darem certa tranquilidade quanto ao consumo destes aditivos químicos, comumente utilizados nos alimentos industrializados, nenhum deles é conclusivo e comprova que tais substâncias não têm efeito cumulativo", conta o nutricionista Israel.
Muita gordura no pacotinho
As gorduras totais do produto somam 2,5 gramas em embalagens de 20 gramas. Substituir, com frequência, uma refeição por sopas desse tipo pode favorecer o aumento do triglicérides. "Essas sopas industrializadas geralmente possuem gordura trans na composição", explica o nutrólogo Roberto Navarro. Apesar desse não ser o principal problema dessas sopas, ele merece atenção. "Apesar de existirem algumas sopas sem gordura na composição, elas continuam pobres em nutrientes e nutricionalmente não recomendadas", completa o nutrólogo.
Sabor duvidável
Sopa de legumes, caldo de feijão, creme de mandioquinha com carne... Com um processo de industrialização tão intenso fica difícil sentir o sabor dos ingredientes da sopa, até porque há mais química e sódio que matéria-prima nesses produtos. Uma sopa caseira pode ser feita com os ingredientes e temperos que você mais gosta, permitindo a degustação de cada um deles. Além de mais saudável, fica mais gostosa.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Identifique os estímulos que te fazem comer em excesso


Diferenciar a fome e a vontade de comer é o primeiro passo na busca do peso saudável.

ESCRITO POR: Luciana Kotaka - Psicologia e Psicoterapias

Muitas pessoas têm dificuldade em identificar se estão satisfeitas ou não quando estão comendo. Muitas delas não sabem o que é sentir fome há muitos anos. Isso acontece porque elas sempre comem além da satisfação e finalizam a refeição apenas quando se sentem empanturradas de comida.
 A diferença entre fome e vontade de comer é muito simples: fome física é aquela que se manifesta com um incômodo no estômago, um ronco, causado por um declínio no suprimento de energia do corpo. Algumas vezes conseguimos ouvir o barulho que nosso estômago faz em função das contrações, desta forma, fica mais fácil identificar que chegou a hora de nos alimentarmos. É um comportamento que nos leva a comer qualquer alimento que nos seja agradável, no instinto de saciar a fome.
Já na fome emocional, ou melhor, quando sentimos desejo de comer, escolhemos um alimento específico, como pizza, chocolate, mousse de maracujá. Não nos satisfazemos com qualquer alimento que temos disponível, é um desejo por algo que nos traz uma imensa satisfação ou conforto. 
Essa distinção é o primeiro passo para aprendermos a lidar com a fome, seja ela real ou emocional. Através do processo de identificação do que estamos sentindo, começamos a desenvolver ferramentas para lidar com esses momentos em que não conseguimos comer somente o suficiente para nosso corpo.
"Entender os sinais e as motivações que o levam a comer possibilitará com que você decida por escolhas conscientes"
 Ao sentarmos parar realizar uma refeição, é fundamental que possamos prestar a atenção em como comemos. Comer devagar, pausando os talheres no prato e sem pressa, é um comportamento assertivo, pois desta forma nosso corpo ganha tempo para avisar nosso cérebro que já estamos satisfeitos, evitando assim que nos enchamos de comida desnecessariamente, contribuindo para o aumentos do peso, assim como outras doenças associadas a obesidade.
Desenvolver a inteligência emocional e corporal requer que as pessoas consigam interpretar os sinais corretos de fome do corpo, não mais comendo em excesso, comendo para se nutrir e não para nos proporcionar um conforto irreal. Entender os sinais e as motivações que o levam a comer possibilitará com que você decida por escolhas conscientes. 
Outros aspectos importantes a serem identificados são os estímulos externos, como os visuais. Eles estão presentes nas propagandas da televisão e nos corredores dos supermercados, cheios de guloseimas calóricas. É importante identifica-los e evita-los.
Podemos também pensar nos estímulos olfativos, que nos remetem a comida da nossa mãe, ou mesmo aquele bolo que você adora. Nesses momentos é fundamental identificar que nesse caso o que se tem é o desejo de comer, e não a fome real.
Cada pessoa responde, preferencialmente, a um tipo de estímulo. Ao identificá-lo será possível desenvolver uma melhor percepção e conhecimento sobre si, passando a neutralizar esses estímulos irreais de sua vida.